Procurado em diversas regiões do Brasil, principalmente nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, os cursos de dança de salão ganham cada vez mais espaço entre pessoas de todas as idades.
O modismo começou na década de 1980 e nunca mais parou. “A dança de salão é requisitada por todos os tipos de pessoas, sem distinção de classe social, idade ou raça. É uma atividade totalmente democrática”, disse Jussara Vieira Gomes, historiadora e pesquisadora do tema.
Em praticamente todos os grandes centros existem inúmeros locais para dançar. “No Rio, o destaque está nos bailes tradicionais na Tijuca, que tocam bolero, soltinho, samba e gafieira”, disse a pesquisadora. Em São Paulo, há boas opções por toda a cidade, incluindo casas que funcionam ao longo de toda a semana só para os pares dançarem a noite toda.
Para a pesquisadora, enquanto no Nordeste do País predomina o forró, mais ao Sul, o domínio é da valsa e do tango, mas a dança está presente em todo Brasil.
Quem não tem talento natural ou quer aperfeiçoar os dotes, recorre aos famosos cursos de dança de salão. De acordo com Jaime Arôxa, professor de dança de salão e proprietário de uma escola, “todos podem aprender a dançar, basta ter vontade.”
Não há idade mínima, nem máxima, os cursos não exigem conhecimento prévio. Ao contrário, grande parte dos alunos busca as aulas para se divertir, fazer novos amigos e até melhorar o relacionamento conjugal.
Voltando no tempo
Na Europa, durante os séculos XV e XVI, os salões dos palácios eram preparados para as reuniões em que diplomatas e políticos, acompanhados das respectivas damas, debatiam questões governamentais.
O ambiente elegante ganhava vida com a música e alguns casais arriscavam uns passos, para quebrar o gelo. Não demorava muito para o salão ficar repleto de dançarinos.
A tradição de regar reuniões políticas com música e dança foi passando de geração em geração até chegar ao Brasil, pelas mãos de Portugal e de outros países europeus.
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