Veja as dicas práticas dos especialistas e saiba que não existe escola ideal
Muitas mães, ainda na gestação, pensam que um dos momentos mais difíceis será o parto. Não é. Outras situações se revelarão tão ou mais complicadas quanto o nascimento. Uma delas é a escolha da escola infantil. A boa e velha pergunta: qual é a melhor escola para o meu filho?
Em uma sociedade como a brasileira em que a opção da rede pública de ensino quase não é considerada pelas classes sociais mais abastadas, resta aos pais analisar as ofertas das diversas escolas infantis particulares, comparar preços, propostas e convicções, antes de matricular as crianças. Mas não é só isso.
Especialistas recomendam que os pais conversem com outros pais para saber o que estão achando da metodologia, do relacionamento dos professores com as crianças, da quantidade de professores disponibilizada por sala, da proximidade da direção em relação aos pais e por aí vai. “É fundamental dizer que não existe escola ideal, existe sim a melhor escola para cada criança e para cada família”, sentencia Raquel Caruso, psicopedagoga e coordenadora da Edac (Equipe de Diagnóstico e Atendimento Clínico).
Com base nisso, nunca é demais ressaltar que um dos momentos mais importantes está na visita à escola. Nesta época do ano, as instituições de ensino de todos os portes se preparam para a maratona de matrículas e visitas de pais. Muitas organizam um tour pelas dependências da escola, mostram sala de aula, atividades em grupo e todo o ambiente que o filho vai freqüentar.
Desprezadas as estratégias de marketing inevitavelmente presentes, o momento já ajuda e muito os pais a avaliarem. “Vá no horário de pico, entrada e saída, veja se a escola tem a ver com a “sua tribo”, ou seja, se os pais comungam com as suas crenças, seus princípios, se há identificação”, disse Raquel. Mães enérgicas não vão gostar de uma escola que seja pouco exigente, como o contrário não vai funcionar.
A visita deve servir para avaliar também a estrutura física. Escolas cheias de escadas, sem espaço ao ar livre, com salas sem ventilação ou estrutura deficiente podem ser descartadas neste momento. A psicopedagoga recomenda aos pais que olhem os móveis, se possuem quinas arredondadas, se tem gradil nas janelas, protetor de tomadas elétricas etc. No caso de existir berçário, as exigências são ainda maiores, como touca nas atendentes, protetor de pé. “Veja também os cuidados com a higiene no cadeirão usado na refeição dos pequenos, por exemplo.”
O olhar deve se voltar também para os brinquedos, são novos ou enferrujados, tem tanque de areia, oferece teatro, aulas de música? Há espaços diferenciados para que a criança circule durante o dia e mude de ambiente? Tudo isso demonstra o quão lúdico pode ser o aprendizado e já dá pistas de que a criança tem chances de gostar ou não.
Marcela Matos
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